miércoles, 20 de mayo de 2015

Una pesadilla de tutora (de Medicina de Familia y Comunitaria)

 Escucho las llaves en la puerta y alguien entra. Cierra la puerta con fuerza y saluda con vehemencia. “Hola, hola, ya estás aquí! Muy bien, tempranera!” El aire se viste con colonia fuerte, trae un ropaje de colores calientes, florido, muy apretado al cuerpo de caderas anchas; su rostro bronceado con el maquillaje, los labios de color granate y el pelo rubio planchado rematan unas arrugas que delatan una sonrisa forzada. Mantiene los gemelos tiesos en unos tacones de 8 cm sin parar de moverse de acá para allá. Posa el bolso en el perchero de la consulta y lanza al aire su llavero que orgullosamente exhibe la bandera nacional.

Finalmente se sienta a mi lado, tras enlazar varias preguntas sin un respiro. Habla alto con una voz gruesa y descontrolada. Me dice “Me pongo yo con el ordenador que hoy tengo que irme a las 13h”, “Cógete esa silla y ponte a mi lado, sales luego a explorarles[1]”

Son las ocho y media de la mañana y salgo a nombrar, por orden de citación.

Vamos viendo un paciente tras otro, algunos en escasos dos minutos, consultas variadas con respuestas variadas. Entre la indignación y el escarnio, grita a los pacientes, les mete prisa, con unos es paternalista, con otros – los bien vestidos - es sumamente cordial y servicial. Sale un paciente, se  burla de forma grotesca, le pone a parir, entra otro, vuelve a poner una mueca de sonrisa con pinzas. Suelta frases bochornosas a los usuarios como “aquí no hacemos ecos, vete a la privada”, “si no sabes hablal pala qué vienes a la consulta, homble”, “te voy a dar el numero de una amiga mía, es de una iglesia del barrio, y te va a ayudar para tener a tu hijo, ya verás que puedes”.

Marcan las 11h. Toca descanso. Salta de la silla y me menea para que bajemos al café. Rompe por el pasillo, y con voz potente grita “tenéis que esperar que vamos a un domicilio”.

Pido un café para llevar y subo de nuevo a la consulta para adelantarla. Ella se queda tomando un café-largo con un visitador médico que le tiene que sugerir unas cuantas drogas de marca para prescribir, y el itinerario previsto para el próximo congreso a Canarias de Medicina de Familia.

Vuelve. Los pasos toc toc toc, entra y el aire vuelve a cargarse.


 Relato de un personaje para un ejercicio de un taller de escritura online, en Campus Relatoras. Termina siendo un relato-denuncia (escasamente editado) de recuerdos aislados de la misma personaje.


martes, 10 de febrero de 2015

Um poema para uma menina que vive comigo.






























"No one is going to give you the education you need to overthrow them".  
                                                                                   Assata Shakur

De forma que, o melhor que posso esperar dos meus filhos é que se libertem da minha autoridade. 

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lunes, 5 de enero de 2015

En esta isla del mundo que habito...






































"I am truly free only when all human beings, men and women, are equally free. The freedom of other men, far from negating or limiting my freedom, is on the contrary, its necessary premise and confirmation."
                                                                                
                                            Mikhail Bakunin


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martes, 8 de abril de 2014



  Gosto de viajar sozinha. Aí é quando realmente observas, escutas, sentes, cheiras. Não há ninguém ao lado que te interrompa. Fui a Grécia. Encontrei casualidades, gentes, medos, mais gente, estranhos que deixaram de sê-lo no instante seguinte. Sentei-me durante horas nas praças, nas ruelas, buscando atardeceres sem máquinas disparando loucamente, pedi boleia, dormi sozinha numa praia deserta olhando o céu estrelado, meditando com o crochet na mão, em cafés, con frappes, sorrindo aos viandantes, fingindo ser parte daí, sentir-se parte de aí e de nenhum sítio.  Inventar-me um nome, um ofício, uma história nova para contar. Escrever no livro, tentar relatar, desenhar,  reencontrar estranhos, compartilhar uma conversa qualquer. Viajar e fotografar cantinhos, sombras, gestos, ferrugem, paredes, portas, caminhos; dizem muito do lugar. 

 E sem mais rodeios, Fernando Pessoa...


"Viajar? Para viajar basta existir.
 Viajar? Para viajar basta existir. Vou de dia para dia, como de estação para estação, no comboio do meu corpo, ou do meu destino, debruçado sobre as ruas e as praças, sobre os gestos e os rostos, sempre iguais e sempre diferentes, como, afinal, as paisagens são. Se imagino, vejo. Que mais faço eu se viajo? Só a 
fraqueza extrema da imaginação justifica que se tenha que deslocar para sentir.
«Qualquer estrada, esta mesma estrada de Entepfuhl, te
 levará até ao fim do mundo.» Mas o fim do mundo, desde que o mundo se consumou dando-lhe a volta, é o mesmo Entepfuhl de onde se partiu. Na realidade, o fim do mundo, como o princípio, é o nosso conceito do mundo. É em nós que as paisagens têm paisagem. Por isso, se as imagino, as crio; se as crio, são; se são, vejo-as como às outras. Para quê viajar? Em Madrid, em Berlim, na Pérsia, na China, nos Pólos ambos, onde estaria eu senão em mim mesmo, e no tipo e género das minhas sensações?

A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos."

Bernado Soares, O Livro do Desassossego.



cortina ao vento


uma família e a sua moto


formas no mar



pinturas do sol


na casa da Ioulia




martes, 4 de febrero de 2014

Duendinhos.












































 O mais importante não é como nem quando, é fazer. E ponto.
  Mas a importância, realmente, não é importante. 


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A caminho.



cesta para o lanche de Kiran


xaile com restos de novelos de algodão


cachecol con capucha em agulha circular










































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